quinta-feira, novembro 16, 2006

Fui trabalhar para a Parada da Sic no seu aniversário e vejam bem com quem eu estive...lol

Depois da Tia Lili Caneças, da Carla Matadinho, entre outras, só faltava mesmo a Ana(conda)Malhoa, O Conde White Castel, o Daniel Nascimento e a nossa querida Floribela!!!Lol...

Não, não vou virar...lol...eles entreteram-se um com o outro e eu fiquei com a Flor...lol...

Tava com vergonha de lhes pedir uma chapa, por isso tirei de "surra", não queria que me vissem a pedir ao Zé pa tirar fotos com ele. Ele bem queria, mas este menino que aqui está não entra nessas aventuras....enfim uma tarde engraçada...

terça-feira, setembro 26, 2006

Obrigado Mafalda!


Não sei sobre o que vou escrever, são 2:45 da manhã e cheguei agora a casa.
Apeteceu-me escrever, mas não tenho um tema definido ou escolhido. Apetece-me começar a escrever todas as estupidezes que me vêm à cabeça, mas acho realmente estúpido fazê-lo.
Estou a ouvir a Mafalda Veiga, que ainda é minha parente, porque o pai dela é irmão dum que por sua vez é filho de outro, que por sua vez é filho de outro (por incrível que pareça), que é filho de outro e por ai em diante até chegar a algum “quadrétratrizavô” (lol) meu que descendo a “escada” genealógica vem dar ao meu avô, que por sua vez vai dar ao meu pai e que, ainda mais incrível, vem dar a mim.
Uma grande artista, mas só a estou a ouvir porque, por acaso, encontrei por aqui por casa este cd durante as arrumações a que a minha mãe me obrigou a quando da minha chegada de nova aventura por terras Cabo-Verdianas.
Ela diz que: “Se me sentir perdido numa noite assim, em que as estrelas se misturam pelo chão, com o vento e a poeira (muito gosta ela de falar da poeira e do restolho), as lembranças e os cansaços que me fazem procurar o meu lugar. Se me sentir perdido numa noite assim, à deriva pelo meio da multidão, sem saber qual é o caminho certo e o momento de parar e ouvir a voz do meu coração. Pode ser que encontre no olhar de alguém, o meu mundo perdido, a cor do meu céu, uma chama que a Lua faz dançar no escuro, um desejo escondido e o que ficou, nos meus sentidos de alguma canção…”
Bom, isto há de querer dizer alguma coisa para a minha vida…ou melhor, para a minha e para a de todos…está muito vago. Tens que ser mais específica Mafalda!
A ver se não me esqueço de lhe dizer…
Voltando ao principio, como estava a escrever…ops…calma…parece que ela me está a cantar uma coisa mais específica…óóó diabo…já não ouvia este cd há mesmo muito tempo…bem ela cantou-me uma musica que fez muito sentido…parecia que Deus me estava a mandar rezar esta musica…é engraçado ver a maneira como Deus nos fala!
Vou para a cama…já são horas e depois de não sei quanto tempo sem escrever nada de jeito, deixo este texto sem fim, ou por outra, com a música que me fez rezar…
“Olha para Mim, deixa voar os sonhos, deixa acalmar a tormenta, senta-te um pouco aí. Olha para Mim, fica no Meu abrigo, dorme no Meu abraço e conta comigo que Eu estarei aqui. Enquanto anoitece, enquanto escurece, e os brilhos do mundo cintilam em Nós, enquanto tu sentes que se quebrou tudo, Eu estarei, sempre que te sentires só. Olha para Mim, hoje não há batalhas, hoje não há tristeza, deixa sair o Sol. Olha para Mim, fica no Meu abrigo, perde-te nos teus sonhos e conta comigo. Enquanto anoitece, enquanto escurece, e os brilhos do mundo cintilam em Nós, enquanto tu sentes que se quebrou tudo, Eu estarei, sempre que te sentires só. Enquanto anoitece, enquanto escurece, e os brilhos do mundo cintilam em Nós, enquanto tu sentes que se quebrou tudo, Eu estarei, sempre que te sentires só. Sempre que te sentires só. Sempre que te sentires só. Sempre que te sentires só.”
São as Pegadas na areia, mas com uma letra diferente?!

segunda-feira, julho 10, 2006

hino

Pelos cem anos do clube do meu coração, o GRANDE SPORTING CLUBE DE PORTUGAL...

sexta-feira, junho 23, 2006


Estava na sala sentado na poltrona, apetecia-me fugir. Algo frequente!
Mudei-me para o chão e na carpete me deitei a olhar o candelabro de cristais puros que ocupa o meio do tecto da mesma sala. Apeteceu-me parti-lo, mas não. Levantei-me de ressalto e andei à volta da mesa de pé de galo, situada junto ao sofá, onde por cima do seu tampo de verde veludo, se já jogaram grandes más educações.
Parei um momento. Fiquei junto à escrivaninha e acalmei. Sentei-me na cadeira de pinho, “tinha o rádio ligado e estava à procura duma estação FM, mas de repente deixou de dar sinal e eu pensei que era avaria, por isso continuei a rodar os botões com a cabeça em baixo, ao nível do painel”.
Voltou a irritação. Mandei tudo para o “galheiro” com um soco monumental e, o rádio parou de vez.
Pensei que ia morrer naquele instante.
O meu pai adorava aquela telefonia antiga do tempo dos australopitecos e então ainda me apeteceu partir mais coisas.
Voltei a parar, desta feita junto da janela que dá para a varanda com vista para o Jardim das Amoreiras, com a capelinha do mesmo de fronte.
Olhei as criancinhas que brincavam nos baloiços e no escorrega, rindo e pulando contentes, por não saberem o que a vida lhes reservava. Fiquei triste!
Porque não posso ser como elas? Quero ser criança outra vez! Volta santa inocência, por favor volta!
De súbito, estando eu tão concentrado a olhar as tais “personagens”, a jarra das flores da Companhia das Índias, que a minha avó deu à minha mãe, cai ao chão partindo-se em cacos por causa da rabanada de vento de que foi vitima, tirando-a de cima do seu poiso natural, a televisão, local donde não saía desde que lá fora posta, ai há uns 10 mil anos.
Andei às voltas e voltinhas em redor do cadeirão de meu pai e pensei como estava infeliz.
A minha imaginação levou-me para caminhos pouco singelos como a politica externa, a fome no Dubai, a comunicação global das multinacionais globalizadas e globalizadoras, temas como a filosofia ou a religião afundavam a minha mente num mar de Coca-Cola intoxicado por um produto químico qualquer como forma de atentado para aniquilar nações e acabar com uma marca, posto por um qualquer terrorista sem escrúpulos, vindo de um daqueles países árabes que julgam que o seu Deus lhes pede a guerra e a morte.
Lembrei-me ainda de meditar sobre a história da morte mirabolante do rapaz ostra entre outras e ainda sobre temas de teologia profunda, aprofundando por sua vez a profundeza do catecismo da Igreja católica.
Voltei a mim estava deitado novamente, debaixo do candelabro de cristais puros que ocupa o centro do meu tecto e pus-me a pensar se estaria a ficar louco, mas logo percebi que não.
Agarrei uma mãozinha de madeira, daquelas que servem para coçar as costas e pus-me a abaná-la no ar e aí pensei na lei de Newton, na gravidade e na relatividade, na lei da inércia e outras forças da física. A força é má! Sempre me ensinaram que “F = m.a”, logo a força é “má”!
Estaria alucinado?
Realmente a velha da empregada não pode comigo e poderia muito bem ter-me deitado algo na garrafa de vinho Paço do Conde, colheita de 2002, que bebia e se situava em cima da camilha, ao lado das fotografias da família, só para que pensasse nesse mesmo sentimento de loucura alucinada que me assombrava no momento. Mas também logo me lembrei que não fora essa a causa, a velhaca havia morrido uma semana antes ao debruçar-se pressionando o piano desafinado, fazendo saltar uma das cordas, que se faziam presas às teclas, morrendo de susto com o barulho, por julgar a casa assombrada.
Tentei não pensar mais no assunto, mas não consegui e decidi ir para a cozinha.
Fiz duas torradas e a torradeira fez curto-circuito.

tomás pimenta da gama

quinta-feira, junho 15, 2006

Gato Fedorento - Individuo que é javardola menos em frances

De mijar a a rir...

domingo, maio 14, 2006

Eu sou isto...


Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações

Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões

Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos

Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos

Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo

Devoram os meus sentidos
Eu já não me importo comigo

Então são mãos e braços
Beijos e abraços
Pele, barriga e seus laços

São armadilhas e eu
não sei o que faço
Aqui de palhaço
Seguindo seus passos

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos

Perto de uma mulher
São só garotos


(Leoni)


“Tanks Natxiii”

terça-feira, maio 09, 2006

Palavras foleiras, será???



Isto podia perfeitamente ter sido escrito pela Paula Bobonne...

Hoje assisti a uma interessante conversa de café entre um “beto-construtor” (vulgo queque com a mania que é radical) e um construtor-beto (vulgo um radical com a mania que é menino fino…lol), sobre o que se deve ou não dizer, tipo palavras que se podem dizer duma forma mas que de outras “soa a foleiro”.

Nem costumo ser um gajo muito preconceituoso, mas é certo que por acaso até nasci numa família com determinados valores sociais, de tradição monárquica, com um nível de “conservadorismo” alto (e caricato na minha opinião) e onde me foi incutido um certo e determinado tipo de linguagem que muitos dos com quem me dou não compartilha. Não me importo nada que amigos meus digam essas palavras “feias”, eu não digo, mas lá está, porque me foi ensinado assim!
É como o dar dois beijinhos, eu só dou um (o segundo só se for na boca…lol) mas odeio deixar pessoas penduradas.
Andar de meias brancas é outra, não ando e pronto, mas isso acho mau gosto, enfim!
A alguns ainda digo, olha eu acho foleiro dizer isto desta forma ou “não-sei-quê” de outra forma, mas não obrigo ninguém a mudar porque é mais fino dizer-se aquilo ou aqueloutro. Até porque também digo muita barda…lol…muita merda sai desta boca, tal como agora me sai do cérebro para os dedos.

De qualquer maneira achei giro e parvo (porque até concordo com o corrector, apesar de eu não impor), e vai daí lembrei-me de por aqui algumas das palavras comentadas porque gostei da explicação do “queque” para o “chunga”…lol…infelizmente não tinha gravador na altura para transcrever tudo o que se disse e que era muito parvo, mas vou tentar ser mais ou menos fiel ao que ouvi na altura! Hehe…com isto dou uma facadazinha nos meus amigos que não dizem tudo como eu, mas espero divertir muitos que o dizem também…e ficam a saber que oiço muita conversa de café só para poder escrever coisas parvas quando chego a casa e não tenho nada para fazer…lol.

Ó chunga, não deves dizer vermelho, porque vermelhos são os comunistas e esses roubaram muitas terras à minha família, o certo é dizer encarnado!
(Aqui não errou, é mesmo isso, o dizer ou não vermelho, pode ter conotações politicas a explicação é que é um tanto ou quanto desnecessária).

Ó chunga, não deves dizer sanita, porque isso era uma marca de retretes tal como a sanitana, valadares ou outra qualquer e a pia é o lugar para onde ia antigamente a água do lava loiças e não a da casa de banho.
(Certo, vá lá não lhe terem posto o nome de Hipólito que é o nome de um dos meus melhores amigos e simultaneamente de uma marca de “órinóis” e retretes…lol)

Ó chunga, não deves dizer negro, porque isso é uma coisa escura, a cor é preta e não negra.
(Também não posso comentar, o gajo até tem razão, mas até a mim já estava a irritar)

Ó chunga, não deves dizer lilás ou violeta, porque roxo é que é.
(Aqui não houve mais argumentos…lol…deve ser mais fixe…lol)

Ó chunga, não deves dizer prenda, mas presente! É mais bonito! (Está errado, não se deve dizer prenda porque prenda vem do grego prendere
(não estou certo que se escreva assim, eu sei estas coisas parvas, mas não sou formado em gregas…lol) o que significa ficar preso a, logo se estamos presos a, seja em que sentido for no caso duma oferta, é mau porque não é total, daí dizer-se presente, presenteio a tua, ou a minha estada, seja aqui, seja na vida seja onde for com este presente, és uma “coisa” presente para mim, por isso toma lá…lol).


Ó chunga, não deves dizer automóvel, mas sim carro, automóvel é piroso dizer-se!
(Por acaso eu sempre disse carro não sei porquê, mas sei que correcto, correcto é dizer automóvel, aqui não o entendi).

Ó chunga, não deves dizer rádio, isso é só para as estações, correcto é dizer telefonia! (Certíssimo, já dizia a minha avó e essa não se engana).

Ó chunga, deves dizer por exemplo discoteca e não boíte, esse é o sitio onde trabalham meninas da vida. (Pois, isso é agora, no tempo dos meus pais eles iam à boíte e não à discoteca).

Ó chunga, não deves dizer o comer, mas o jantar ou o almoço, o comer é muito ordinário!
(Bom ordinário ou não, o certo é que é mesmo muito feio…lol).

Ó chunga, não deves dizer aleijei-me, mas magoei-me. É mais bonito.
(Sim muito mais, concordo, mas um gajo quando se magoa quer lá saber se se magoa se se aleija…lol)

Ó chunga, não deves dizer cortinados, mas cortinas!
(Errado, uma coisa é uma coisa, agora uma outra coisa é uma outra coisa…lol…sejamos coerentes meu amigo, coitado do rapaz…lol).

Ó chunga, não deves dizer sabonete mas sabão, também é mais bonito.
(Ao que o chunga deveria ter respondido: Yah, sabonetes apanham os presos…lol…o gajo não se manca, se fosse comigo já tinha levado…lol)

Ó chunga, não deves dizer coêlho, nem espêlho, nem vermêlho, porque isso dizem os do campo! (Pois mas infelizmente para ele nós, os daqui do centro, é que dizemos mal, devíamos saber falar melhor português, mas enfim).

And so on, and so on…a conversa deve ter continuado, mas infelizmente tive que vir embora, foi um curto espaço de tempo, mas ri-me muito interiormente, fez-me bem ouvir aquilo e eles também não disfarçavam muito, foi a conversa mais normal do mundo…lol…espero apanhar mais conversas destas durante as minhas passeatas pela grande Cidade de Lisboa, mas por agora é esta que aqui fica, não na integra, porque é impossível decorar todas, mas algumas das que me fizeram pensar na forma como as digo. Se por ventura me lembrar de mais alguma eu escrevo, acho parvo, logo acho giro, logo escrevo.


tomás pimenta da gama.
baseado numa história verídica e vivida (uma conversa de café…lol)

sábado, abril 15, 2006

Fé versus Lógica...

Quem vencerá? Respondo assim que conseguir abstrair-me de tudo o que influência o meu intelecto e comunico...

sábado, abril 08, 2006

Agaaaaaaaaaain...

Bem, pelos vistos feri a tua sensibilidade e não foi pouco. Não era minha intenção. Desculpa lá ó meu!!!
Relativamente ao que me tinhas dito, eu até percebi muito bem, tu é que mais uma vez parece que não…devo ter realmente um problema de expressão escrita. É que quando dizes que não percebo e sou burro (e quem diz é quem é), quando pedes para reduzir o tamanho dos meus textos mas não a minha “veia criativa” (se é que tenho disso), não percebeste tu que o que eu queria dizer é que não tens que ler o meu blog por obrigação. Se a minha “veia criativa” me leva a escrever muito, escrevo, se não, não escrevo!!! Se tens paciência lês, se não tens, não lês. É simples. (E tu? Tens capacidade para perceber isto?). O blog é meu…toma, toma!!! (Lá estou eu com as minhas parvoíces). Já agora, lê o meu texto sobre o escrever…pode elucidar-te! O escritor só pára quando sente que deve (apesar de não ser escritor, eu faço o mesmo).
Enganas-te mais uma vez Também quando julgas que te afronto (gostei do “diálogo físico”) por te pedir que te apresentes, longe de mim fazer algum mal a alguém, quando o disse foi por mera curiosidade, estava a gostar do bate boca, mas aí julgava que não fazias a mínima ideia de quem eu era e (ingénuo) pensei que aqui tivesses vindo parar ao meu blog só por acaso, como quem vagueia pela blogosfera…agora vejo bem que sabes quem sou e posso deduzir que realmente e infelizmente, só podes ser um daqueles cobardezinhos que tem medo de assinar o próprio nome (que se bem te lembras é o que nos define), pois não te referi nunca que fazia surf, mas desportos radicais, logo aí denunciaste-te e relativamente ao que faço ou já fiz…sinceramente não tens nada a ver com isso, mas vou te dar um brindezinho. Se queres saber, surf realmente já não faço desde o Verão, mas tas com azar, acabo de chegar sabes de onde? Adivinhaaaa…dum treino de forcados…e apesar de já não fazer parte, peguei e tudo….heeeeeeeee…sabes segui o teu conselho e “apimentei o meu dia-a-dia”, afinal não é só falar, falar sem se ver nada.
Bom espero que isto te chegue.

PS – Podes continuar a ver o blog sempre que queiras e a postar nele comentários parvos como tens feito, eu acho piada sinceramente, só não te vou poder responder durante a próxima semana, porque não vou estar cá, tirando isso, deixo te este tempo todo para meditares a fundo nalgumas coisas que te disse. Eu vou fazer o mesmo com o que me disseste!

PPS – Já agora, não sei se depois de tudo isto, especialmente o teu último texto, terei vontade de algum dia vir a saber quem és, foi realmente uma revelação perceber que me conhecias…por isso podes não te revelar nunca.

PPPS - Lá estou eu a escrever muito outra vez...

Abraço e até para a semana eu...


Adeus e até para a semana que vem…eu

sexta-feira, abril 07, 2006

Ó anonymous...

Mas porquê parar de escrever se é disso que eu gosto? Muito bem, és livre de não ler o meu blog, nem mesmo de o visitar, mas eu estava a gostar tanto...é uma pena que não tenhas paciência para o ler, teço-te vários elogios e agradecimentos, mas enfim, és livre!!!
"Um abraço deste que tanto te quer, sou capaz de ir ai pelo Nataal"...eu
P.S. - Espero não ter ferido a tua sensibilidade com qualquer um dos três esclarecimentos.
P.P.S. - Espero também que um dia te reveles, se é que me conheçes, nem que só de vista!

Esclarecimento a anonymous parte 3 (a trilogia):

Havia coisas que realmente me ultrapassavam e me deixavam louco de fúria. Ter que fazer a cama ao Domingo! Ter a minha empregada (a Laura, by the way, que foi fadista profissional) a aspirar-me aos ouvidos quando estou de ressaca, para ver se eu acordo e me levanto da cama! Ter que me levantar 50 vezes por noite quando estou a divagar em frente ao computador porque os meus pais me querem dar uma palavrinha e não estão nem para se levantar, nem para gritar duma divisão para a outra (esta segunda dispenso terminantemente), mas uma das coisas que mais me irritava era uma pessoa sem cara, pior ainda uma sem nome. Eu explico!
Os assíduos do meu blog (não devem ser mais de um, eu mesmo), sabem que desde ontem (dia 6 de Abril) travo uma amena cavaqueira com um certo e determinado individuo chamado anonymous.
Tem sido interessante expor e ver expostos dois tipos de opinião completamente diferentes e desiguais (esta é outra das minhas taras, adoro repetir duas vezes a mesma coisa com palavras diferentes).
A principio e já vem de algum tempo para cá, passava-me e “ressabiava-me todo” (não sei se é assim que se escreve), com aquele típico cobardezinho que querendo atingir-me me mandava ou mensagens anónimas, ou mails anónimos e mais recentemente comments anonymous (ver comments do blog lááááááá para baixo algures)! É certo que quando faziam, o faziam com bastante eficácia, visto que me atarantava o miolo!
Posso-vos dizer que depois destas conversas que tenho travado com este anonymous a minha irritação passou. Curei-me. Agora, já nem o ter que fazer a cama ao Domingo, nem a minha empregada (a Laura, a fadista) a aspirar-me aos ouvidos para me tirar da cama quando estou de ressaca, nem os meus pais a chamarem-me 50 vezes para ir conversar com eles me irrita. Não é fenomenal?
Só tenho que agradecer a este amigo anonymous a cura de tal mal.
Uma coisa que não tolero é pessoas a fazerem-se passar por outras e isso passou-se no segundo comentário que me expõem no texto “ Esclarecimento a anonymous” (o primeiro).
Quer dizer, sim senhor, um gajo está a travar amizade com certa pessoa e de repente vem outra a escrever com o mesmo nome (leia-se anonymous) e posta um comment aqui ao Tó Gama?!?!?!?!?! Outro anonymous é que não, a minha cabeça não aguenta, não há mensurabilidade é? Achas isso bem ó meu pulha?
O que vale é que o segundo anonymous conheço eu bem e não lhe levo a mal a paródia, mas quando li na diagonal (por ir a caminho da cama, pois tenho que me levantar cedo e já ia dormir depressa) ia perdendo as estribeiras e decidi ler com mais clama e responder aos dois de uma só vez.
Sim eu perco tempo com vocês até às 4h00 da manhã. Gosto mais do primeiro anonymous do que de ti P.M.B, mas quero que saibas que esta noite vou dormir ainda mais depressa do que pensei inicialmente só para te poder deixar aqui uma mensagem de apreço, simplesmente porque gostei do que disseste sobre os homens do teatro Kabuki.
Abraço eu (ou nós, ambos os dois, Tomás e Rubén).

Esclarecimento a anonymous parte 2 (a sequela)...

Caro amigo, já percebi que homem deve ser, se desvanecem mais uma e outra vez as nossas ideias (lá estou eu a escrever de maneira parva), mas verdade é e passo a explicar.
Recomeçando, fica certo que opinar no meu blog, algum dos meus posts, não é considerado por mim uma invasão nem dos meus costumes, nem das minhas ideias, nem dos meus devaneios (gosto desta também)!
Recebo uma boa crítica, bem fundamentada, e levo-as sempre como construtiva, bem como uma opinião destinada ao mesmo fim (espero que seja o caso).
Relativamente ao que dizes, não sei se por mero acaso, se por teres conhecimentos em horóscopologia (existe isto no dicionário?), onomástica ou algo que o valha, mas acertaste no busílis da questão (ui), passo a citar:
“Quem é para ti o Tomás? Como tu próprio o dizes, é um misto de duas, chamemos-lhes personagens, que em muito diferem mas de certeza que em muito se completam...”.
Esta é a definição de Tomás no dicionário onomástico dando um sentido prático à coisa! Ora bem, Tomás vem de Tomé (nome giro) e significa gémeos e sabes que mais??? Cada pessoa é o que quer dizer o seu nome já diziam os “não sei quantos”…
Pois bem se o meu nome é Tomás, se significa gémeos e se sou aquilo que significa o meu nome, acertaste em cheio e eu nunca me tinha apercebido disso (espanto), sou um, mas sou também todo eu dois (os gémeos) (novo espanto)! Prometo que hei de meditar sobre a questão.
Como eu ainda sou um bocado céptico a essa coisa toda de onomástica, acredito que não é bem assim.
Sabes, o Tomás, mesmo sendo “atadinho” como dizes (que não é mesmo), pode igualmente ser enérgico e rebelde, já pensaste nisso?
Tas a cingir-te só e unicamente ao que descrevi do Tomás no primeiro texto. Está certo! Mas a verdade posso te garantir, é que o Tomás também ele é um rapaz lutador e aventureiro, cheio de momentos de rebeldia pela vida fora, já fez de tudo um pouco, desde desportos radicais, a tentar pegar toiros, a desportos de combate, a viagens e inclusivamente num dia de maior loucura subiu a uma árvore de cerca de 1 metro de altitude, hein, 1 metro!!! (é certo que nessa altura era um pouco inconsciente e petiz demais para me aperceber dos perigos que corria, foi apenas com 9 anos e já eu cometia maluqueiras dessas, imagina o que a minha mãe não sofria…) e sendo assim tão tonto como sempre foi, o Tomás foi e é feliz, sempre com dias “apimentados” pela sua própria saudável loucura.

Escrevi isto tudo, simplesmente para te dizer que sim, uma vive sem a outra!!!
Abraço eu (forma narcisista com que gosto de me expressar).

quinta-feira, abril 06, 2006

Esclarecimento a anonymous:

Em primeiro lugar devo agradecer-te teres lido o meu blog, em segundo por comentares e em terçeiro tenho que esclarecer algumas coisas que não ficaram muito explicitas pelos vistos.
Eu também adoro diálogos na terceira pessoa género Jardel, é uma coisa que muito me apraz, por isso o fiz. Sabes anonymous eu gosto muito de coisas parvas, se gosto! E se leres mais para baixo o meu blog, vais perceber que só escrevo mesmo é parvoiçes. Não sei, dá me gozo, rejubila-me (obrigado por me dares a oportunidade de escrever esta palavra parva) e como tal decidi fazê-lo e expor-me desta forma no meu blog que é essencialmente para os amigos, mas também para "os outros" porque isto é mais ou menos publico não é verdade?!
Falando de coisas mais sérias, gostei da tua exposição e não querendo confrontar ou ir de encontro com a tua opinião, até porque segundo o artigo 37º da constituição (as coisas parvas que eu sei pfff) tu és livre de te exprimir, não posso concordar contigo em tudo o que me escreveste.
Concordo plenamente que não devemos esconder "o gatinho bom", como lhe chamas, do cão mau. Por isso, lá está, me expus desta forma. Mas sabes fi-lo com a intenção de uma auto-crítica mais ou menos descentrada do meu "Si mesmo" (coisas da psicologia, não ligues) que é mais ou menos o mesmo que dizer o meu "eu/ego", daí a 3ª pessoa do singular.
Não concordo contigo é quando dizes que não podemos escolher entre um e outro. Aí, não concordo, não! Até porque, meu amigo/minha amiga, a vida é feita de escolhas (cliché??)...Temos que ser e parecer como dizem por aí não é?!, Logo se eu, querendo ser coerente com o que digo/"prego", e querendo ser e parecer, tenho mesmo que escolher entre um dos dois, não esqueçendo que existe sempre o outro aqui dentro (pior é quando o reprimimos à força e um dia ele salta cá para fora à bruta...lol).
Se calhar estou enganado, é a minha opinião e acho sinceramente que o mesmo se passa com todos nós. Para te elucidares um bocadinho sobre este assunto da psique e das suas multi-facetadas máscaras aconselho-te a leres um autor bastante interessante (se não leste já). Carl Gustav Yung.
Resumindo tudo isto----> Caga nisso porque eu só penso, só escrevo, só vivo parvoiçes!!!
Abraço ou beijinho tomás pimenta da gama

quarta-feira, abril 05, 2006

Tomás ou Rubén...

O Tomás é um gajo porreiro, tem 24 anos, é um bem disposto, gozão, gosta de estar com os amigos, é Católico umas vezes mais praticante que outras, mas podemos considerar que é um bom gajo. Gosta de se divertir e estar com os amigos, para ele acima de tudo está Deus, depois a família e os amigos. É moderado, bom conselheiro e pacífico. Adora tanto uma boa noitada de copos com os amigos, como uma boa conversa à lareira, por ele não exagerava muito…mas às tantas, não é ele que comanda…!
O Tomás é aquele típico que quer arranjar uma linda mulher, por dentro e por fora, casar, ter muitos filhos e ser feliz para sempre, um apaixonado e romântico “poeta” da vida.
Tem alguns defeitos é certo, é preguiçoso, e completamente desleixado, desorganizado e distraído, mas são defeitos perdoáveis, o imperdoável é ser fraco nos momentos de maior tentação!!!

O Rubén por sua vez, também é um gajo porreiro, mas diferente, gosta de estar com os amigos mas numa de fazer merda, tem uma paixão pelo perigo e gosta de se arriscar. É pouco católico, muito pouco mesmo, e há quem o considere um mau gajo. Para se divertir vai para a night!
É uma personagem que vai singrando pelo mundo da maneira que pode, sempre com o mínimo custo possível. Pode-se dizer, que se vai safando…tendo este “safando” todos os sentidos que lhe possam ser impostos…Mulheres para ele ou de uma noite, ou de programa. Filhos nem vê-los, mas caso hajam algum dia, tudo menos casar.
Ser noctívago incorrigível, é daquelas pessoas de quem muito sei e de quem muito oiço falar, mas com quem nunca tive o privilégio (ou desgraça) de privar.
Do que sei dele, é um gajo que se embebeda muito, desinibindo-se, ficando com alguma graça por estar mais à vontade. O problema é que por mais de uma vez o viram a fazer merda da grossa seja à estalada com outro desgraçado qualquer, seja com alguma “iludida” que se lhe atravesse no caminho nocturno…Ele não sabe, “mas de noite morre-se devagar” (Miguel Sousa Tavares)!

Se me perguntam de qual gosto mais, acho que de nenhum a 100%, mas estando sóbrio sem duvida que do Tomás.

Ébrio é o Rubén quem leva a taça.

Diz a lenda, que numa entrevista um velho ancião índio norte-americano certa vez descreve os seus conflitos internos da seguinte forma:
- Dentro de mim há dois cães. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois estão constantemente a brigar.
Quando lhe perguntam qual dos cães ganha mais brigas, o ancião parou, reflectiu e disse:
-Aquele que eu alimento mais frequentemente…

E aqui está, qual quero eu alimentar mais frequentemente???

tomás pimenta da gama

quarta-feira, março 29, 2006

Gato Fedorento...

Venho por este meio mencionar que descobri um belo blog que, comunismos à parte, deve ser vislumbrado ou mesmo visionado por toda a malta bloguista ou não!!!É o blog do gato fedorento, à pois é e conta com toda a diversão e encanto a que já estamos habituados a ver no ecrã ou mesmo na televisão!
Acho que de hoje em diante e depois de ter visionado ou vislumbrado, este blog dos nosso amigos, ou não, vou começar a escrever coisas muito mais parvas!É mais giro.



http://gatofedorento.blogspot.com/

terça-feira, março 28, 2006

"Há no escrever um reter das palavras, tal como no falar um soltá-las..." (Maria Zambrano; 1904-1991)

A estructura base da escrita baseia-se em:
-Solidão;
-Segredo;
-Fidelidade.

Considero que a base da escrita é a solidão, condição básica da escrita. Para a escrita existir tem que existir um romper do fluxo da vida; refúgio; colocar-se à distância; para ponderar/pensar sobre as coisas, sobre o que vivemos ou o que iremos viver, colocamo-nos como espectadores. Esta solidão vem associada à morte. Não à fisica, mas ao romper do fluxo de vida. O passarmos a ser espectadores da vida.

Se nós falamos por que é que temos necessidade de escrever???
Ora bem, a fala tem a ver com a espontaneidade, com impulsividade, com o imediato. Entregamo-nos ao momento, falamos com uma certa pressão, como se reagíssemos a um estímulo, "não conseguimos controlar o que dizemos", o que falamos. "É toma lá dá cá..."

A escrita não. Permite-nos antes, reconciliar o que dizemos/escrevemos com o que pensamos ou já pensámos, enquanto que na fala isto não se verifica. Dizemos o que vivemos, existe uma certa pressão continua das circunstâncias.
Dizemos uma coisa e ficamos aprisionados a essa coisa, ficou dito, é no fundo uma derrota, enquanto que na escrita temos autonomia. (Não sei se me fiz entender).

A necessidade de escrever nasce dessa derrota sofrida sempre que falamos. A palavra está ao serviço do momento (fala) ao contrário da escrita, pois conseguimos libertar-nos do momento.~Escrita é um exercicio que se faz à distância, no silêncio (não o fisico, mas o interior, se ambos melhor ainda). É um exercicio de ordenar e manipular as palavras, é uma actividade mediata (em que há meditação).

Na escrita as palavras ganham peso, perduram no tempo, ganham a momentaneidade das palavras faladas.

Porque é que eu tenho necessidade de escrever??? Porque "o escritor quer dizer o segredo". Não só por puro narcisismo, mas verdadeiramente porque quero descobrir o segredo...agora como e qual...vão ter que esperar que me ponha em solidão para vos conseguir explicar...o mesmo se passa com a tal fidelidade que vos falava no inicio e que considero uma das três regras básicas da escrita.


tomás pimenta da gama

segunda-feira, março 20, 2006

Brokeback quê???

Brokeback Mountain
Para quem não viu o filme, eu trato já de resumir: - tudo sobre dois cowboys que um dia descobrem que são rabetas! E conversa puxa conversa, quando dão por eles já se estão a escavacar um ao outro. Desenvolvendo, estes dois cowboys, vão para a montanha pastar ovelhas; depois aquilo até começa a nevar e não sei o quê ; e os gajos estão lá sozinhos e isolados; e vem um Ah, e tal ...tá frio não tá?! e o outro Ah, pois, tá a cair aquela nevezinha molha-parvos, que é assim fraquinha, mas é fria ... . Bom...começam com esta conversa meteorológica e ... pumba, quando dão por eles, tão-se a canibalizar ... Dai o nome do filme Brokeback Mountain (em Português Dobra-a-espinha na Montanha). Ora, pergunto eu, não havia mais nada para achincalhar?! Com os cowboys?! Isto são gajos que são suposto serem duros. Quer dizer que os cowboys quando estão lá a conduzir o gado e a gritar e a assobiar, é treino para gemerem melhor logo à noite?! E quando andam nos Rodeos aos saltos em cima de touros bravos?! é para tonificar as nádegas?! Eu fartava-me de brincar aos cowboys quando era puto e agora vem estes gajos e destroem o futuro de biliões de crianças que estão por nascer que, a partir de agora, não vão querer brincar aos cowboys porque isso é brincadeiras de limpa-fundos (e eu não estou a falar de peixinhos de aquário aqui). Já tou a ver um Chiquinho qualquer: Paulinho! ...vamos brincar aos cowboys?! Foooooosga-se!!!! Vai tu... Cowboys larilas?! Isto só podia ter nascido da cabeça de um chinês enfezado como aquele Ang Lee, que tá-se mesmo a ver o que é que ele quer... Aquilo é gajo para ter um quinta com 200 cavalos presos há 8 meses com uma corda nos estábulos e com uma fotografia da Miss égua 2005 em frente as ventas para que fiquem todos a relinchar e a escavar o chão à espera de acção. assim que entrar o Ang Lee, com uma dor nas costas... É que se esta porra pega, um dia destes temos ai um Manuel de Oliveira qualquer com um Dobra-a-espinha na Lezíria com dois campinos a cruzarem olhares gulosos...




(Autor desconhecido)

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

She´s my home girl


Luxurious
Working so hard every night and day
And now we get the pay back
Trying so hard saving up the paper
Now we get to lay back

Champagne kisses hold me in your lap of luxury
I only want to fly first class desires, you're my limousine
So elegant the way we ride, our passion it just multiplies
There's platinum lightning in the sky
Look I’m livin' like a queen

This kind of love is getting expensive
We know how to live baby
We're luxurious like Egyptian cotton
We're so rich in love we're rollin' in cashmere
Got it in fifth gear baby
Diamond in the rough is lookin so sparkly

Working so hard every night and day
And now we get the pay back
Trying so hard saving up the paper
Now we get to lay back

Sugar, honey, sexy baby
When we touch it turns to gold
Sensitive and delicate kinda like a tuberose
You know you are my treasure chest
It's pure perfection when we kiss and
You're my Mr.. I’m your Miss
Gonna be until we're old

This kind of love is getting expensive
We know how to live baby
We're luxurious like Egyptian cotton

Working so hard every night and day
And now we get the pay back
Trying so hard saving up the paper
Now we get to lay back

Cha-ching cha-ching we're loaded and we're not gonna blow it
cha-ching cha-ching we're hooked up with the love cause we grow it
cha-ching cha-ching we got hydroponic love and we're smokin'
cha-ching cha-ching we burn it you and I, we are so lit

We're so rich in love were rollin' in cashmere
Got it in fifth gear baby
Diamond in the rough is lookin' so sparkly

Working so hard every night and day
And now we get the pay back
Trying so hard saving up the paper
Now we get to lay back

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Conhecem o Ruben???

Parece às vezes que desperto
E me pergunto o que vivi;
Fui claro, fui real, é certo,
Mas como é que cheguei aqui?

A bebedeira às vezes dá
Uma assombrosa lucidez
Em que como outro a gente está.
Estive ébrio sem beber talvez.

E de aí, se pensar, o mundo
Não será feito só de gente
No fundo cheia de este fundo
De existir clara e ebriamente?

Entendo como um carrossel,
Giro em meu torno sem me achar…
(Vou escrever isto num papel
Para ninguém me acreditar…)

(Autor desconhecido)

Servir


Um comerciante, qualquer que seja, não é mais do que um servidor
do público, ou de um público; e recebe uma paga, a que chama o
seu "lucro" pela prestação desse serviço. Ora toda a gente que
serve deve, parece-nos, buscar agradar a quem serve. Para isso é
preciso estudar a quem serve -mas estudá-lo sem preconceitos
nem antecipações, partindo, não do princípio de que os outros
pensam como nós, ou devem pensar como nós -porque em geral
não pensam como nós -mas do princípio de que, se queremos
servir os outros (para lucrar com isso ou não), nós é que devemos
pensar como eles. O que temos de ver é como eles efectivamente
pensam, e não como nos seria agradável ou conveniente que eles
pensassem.

Fernando Pessoa

É verdade, já dizia o outro:

-“Servir bem e bem servir, dá saúde e faz sorrir”

terça-feira, janeiro 17, 2006

Sou missionário?

http://www.ekincaglar.com/coin/flash-pt.html


Visitem o site e vão perceber o texto…


Sou missionário?
Não sei se me posso considerar missionário, é certo que já fiz dois projectos de acção social de dois meses cada um, nas ilhas da Republica de Cabo Verde, mas depois de ver este e-mail, posso afirmar que fiquei bastante confuso.
No princípio quando me propus a fazer este tipo de projectos, tinha uma imagem utópica de África, cheia de animais selvagens, paisagens lindas, praias e ondas descomunais, uma temperatura tipicamente tropical e bastante pobreza. É certo que grande parte de África o tem, mas o que encontrei em Cabo Verde foi diferente.
Encontrei praias boas, um calor sufocante, algumas paisagens que se podem considerar bonitas, animais selvagens igual a zero e pobreza QB, relativamente a outros cantos de África e ao que estamos habituados a ver no telejornal e nos filmes.

É certo que passei por muitas privações a nível de higiene, esforço físico extremamente elevado e pressão da ausência (nome que arranjei para a falta que sentia de tudo o que para mim era normal na minha minúscula vidinha em Portugal, principalmente a família e os amigos).
Fiz trabalhos que considero importantes, onde toquei e fui tocado mas nunca me considerei um verdadeiro missionário.
Para mim o verdadeiro missionário era aquele que passava que tempos (anos, no mínimo um ano) num local a dar-se aos outros numa de gratuidade e entrega para com os outros, mas sem duvida tinha que ser “o tal”, “o herói” que passava muito tempo no local, o que me fazia “pôr em causa” o trabalho por mim realizado em Cabo Verde.

Depois de ver o e-mail que vos mando e aconselho a ler, percebi que por menor que seja o esforço, por menor que seja o tempo, seja em Lisboa ou nos confins de África, todo este tipo de serviço é missão! Até mesmo aqueles que ou por força maior, ou por preguiça ou mesmo por terem elevada capacidade financeira e só ajudarem com a massa (mesmo que a oferta seja a mínima possível), até esses estão a servir e a ser de certa forma missionários.
Porquê? Porque estamos dispostos (nem que a disposição seja mínima também) a tornar este mundo um bocadinho de nada melhor. E foi depois de ver este e-mail que me choquei, digeri e finalmente me apercebi de tudo isto.
Sem duvida nenhuma que dou graças a Deus por ter posto a ASUL no meu “Caminho”…Obrigado!!!

Já agora, que tal pensares nisto tu também, ajudar não custa, para ser sincero até acabamos por sair de lá mais cheios, já é altura de pôr as mãos à obra…não achas?

É por estas e por outras que gosto de fazer o que faço na ASUL…


Para ver em silêncio.
Para pensar em silêncio
Mas para partilhar…


…e não esquecer!!!


Bjinhos e abraços Tomás P.G.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Foto do Ano...


'A UNICEF atribuiu hoje o prémio de Melhor Fotografia do Ano 2005 a esta imagem da autoria do britânico David Gillanders, que retrata Jana, uma criança ucraniana. Foto: David Gillanders/AP'

sábado, janeiro 07, 2006



Tem graça…

Esta é provavelmente uma das imagens de arte Sacra mais conhecidas do mundo, pois está claro, é dos frescos da Capela Sistina, uma pintura do famoso Michelangelo.

O que está engraçado também, é que a imagem do “Homem” da direita é Deus, segundo me ensinaram, e o da esquerda personifica toda a humanidade ou seja nós!

Não sei de arte para falar ou dar pareceres sobre o tema, mas o curioso enquanto católico é que realmente posso constatar que durante toda a minha vida me senti nesta mesma posição estúpida em que está o homem da esquerda…passivo enquanto que Deus se “estica” todo para me tocar…

Já agora vale a pena pensar nisto…não?
Eu sou pau para toda a obra...
Entendam como quiserem...lol

terça-feira, janeiro 03, 2006

Ser Metrosexual



Ser Metrosexual…


Para começar, metrosexual é uma palavra que nem “cabe” ou existe no dicionário do Word. Existe um “metro sexual” (separado atenção), que suponho ser o acto do metro atravessar ininterruptamente os túneis do metro (exceptuando o da linha amarela que desemboca no Campo do Grande e o da linha encarnada que desemboca no Oriente, os outros nunca andei), de estação em estação a uma velocidade sei lá eu de quanto, incansavelmente durante cerca de 20 horas por dia, com paragens de 15 a 20 segundos nas respectivas estações. Ah grandes maquinistas!!!É “non-stop”!!!
Fui procurar na net uma definição deste conceito aberrante do ser metrosexual e surgiram descrições interessantes:

- “Macho urbano, com sentido estético forte, que gasta muito tempo e muito dinheiro na sua aparência e estilo de vida”.
- “Homem que parece estereotipadamente gay, excepto no que toca à sua orientação sexual”.
- “Homem da metrópole, que gosta de usar cabelo arranjado, que rape ou apare a produção filiforme (adorei esta) que cresce na pele (o mesmo seria dizer a penugem ou os pêlos, ou mesmo os pint… mas enfim), gaste dinheiro em cremes para se embelezar e bugigangas para se adornar e tornar a sua aparência mais espalhafatosa/vistosa”.

Foram descobertas e peras, mas puseram-me a pensar seriamente no assunto.
Então quer dizer que ser metrosexual é ser maricas, gastar dinheiro à bruta rapar-se todo, por gel no cabelo e no fim de tudo comer gajas???

Bem a verdade é que quando eu era mais novo, tipo bebé, vivia na cidade de Lisboa que já é considerada uma metrópole, fartava-me de gastar dinheiro (aos meus pais), fartava-me de usar cremes (quanto mais não fosse o halibut com o famoso pó de talco Ausónia por cima para não assar o pandeiro), tinha o cabelo arranjado porque era obrigado e não tinha pêlo, excepto um ou outro mais emancipado mas que também esse era louro e quase imperceptível à vista desarmada. Só não usava era as bugigangas a adornar, usava baby-grow’s e esses fatos para putos que ainda hoje se continuam a usar, mas posso-vos dizer, e eis que chego ao âmago da minha teoria, que nessa altura da minha vida fazia bem mais sucesso com as mulheres do que faço hoje em dia.
Porra será que esta teoria do metrosexualismo está correcta? Será mais fácil safar-me se for metrosexual?
“Dass” nem quero pensar nisso, mas o que é certo é que quando era todo rapadinho, penteadinho e usava cremes e merdas dessas, era vê-las passar e dar beijinhos fosse na praia no campo ou na metrópole…e não falo só de miúdas…é de mais velhas que falo também…todas me queriam tocar…agora fogem…lol

As Babes


As Babes

Mulheres, fem. plu. de mulher do Lat. (muliere), pessoas do sexo feminino depois da puberdade; pessoas adultas do sexo feminino; esposas; consortes; senhoras; pessoas do sexo feminino pertencentes à classe popular; o conjunto das pessoas do sexo feminino; espécie de jogo. Bot., frágil: planta africana.
Mulherio, sing. masc., grande quantidade de mulheres; as mulheres.
Babe [Beib], sing. vd. Baby. Bebé.
Baby [Beibi], sing., menino ou menina; criança de peito; boneca.

Pois é…indo ao dicionário pouco se fica a saber sobre esta rara “manada” que arrebatou a minha vida nestes últimos meses, tendo atingido o seu expoente máximo durante a passagem de ano de 2005 para 2006 no Monte da Palmeira em Vila Nova da Baronia, concelho de Évora.
Mas também podemos tirar algumas ilações engraçadas através dele…hehe.

Nunca tinha tido a sorte de poder observar tantos exemplares desta espécie ao mesmo tempo e no seu habitat natural…a noite…várias noites…
São sem duvida nenhuma, um grupo de pessoas do sexo feminino (e não são poucas o que é sempre bom), depois da puberdade (oh yeah), adultas do sexo feminino (o suficiente, aliás o que interessa…), não são esposas nem consortes (graças a Deus só uma ou duas…hehe…as outras são de quem as apanhar, desde que elas queiram), são sem duvida nenhuma senhoras (julgo não haver nenhuma “mascarada de” lá para o meio, se houver avisem-me antes que seja tarde demais…lolol), pertencentes à classe popular (se isso quiser dizer que gostam é de “rambóiada”, farra e festa rija entre noitadas de copos e noites de mímica, ou outro jogo qualquer, até mesmo um que se chama tequilha não sei quê, até altas horas da madrugada), mas sem duvida nenhuma frágeis (não no sentido que lhes dá o dicionário de flores africanas, mas no sentido feminil da palavra, no sentido da feminilidade que é tão caracterizador do ser feminino). São Babes de Bebés, meninas (Lá está, eu penso que sim, mas hoje em dia vai-se lá saber, há para ai com cada maluco), crianças de peito (apesar de eu achar que têm mais de peito do que de crianças…hehe) e bonecas (Sem duvida que isso são mesmo, e daquelas que apetece apertar dar festinhas e encher de beijinhos, nem sei explicar bem). Enfim, são as Babes, só conhecendo para saber como, quem e quantas são…lol
A agradecer tenho todas as vezes que já estive com alguma de vocês e a passagem de ano que foi sem duvida nenhuma hilariante…
Beijinhos para todas eu

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Amor só mesmo na primeira 58....

Nunca mais a vi.... : (
É muito azar para uma pessoa só...mas a esperança é a ultima a morrer...

terça-feira, dezembro 06, 2005

Amor à primeira 58




Sai de casa dos meus avózinhos depois do almoço em direcção ao Chiado, tinha uma reunião de trabalho a cerca duma festa de passagem de ano que se irá realizar este ano no Palácio de Exposições da Tapada da Ajuda. Parei a poucos metros da porta de casa deles e esperei pela carreira 58, sim porque para quem não sabe, agora sou cidadão verde, só ando de autocarro e metro, de carro só à boleia e guiar só em caso de urgência/emergência.A casa dos meus avós fica na Rua Dom João V e como ia para a Baixa/Chiado, pode-se verificar que o trajecto é curto.Estava cansado e ensonado do fim de semana grande que apesar de recolhido foi bastante agreste para o fígado e para as horas de sono, deserto de ir para casa dormir a sesta antes duma aula às 18h30.
Sem paciência nenhuma esperei a chegada do autocarro como quem espera para ser atendido pelo médico num qualquer hospital de Portugal, enfadado e aborrecido. Ainda pus a hipótese de descer a pé até ao rato e apanhar a linha azul até à Baixa, mas por qualquer motivo o destino e a minha fraqueza física não mo permitiram. Mal sabia eu...Quando chegou o autocarro, entrei aos tropeções graças a um bêbedo que de tão "sóbrio" quase fez cair todas as pessoas que entravam comigo tipo pinos de bowling, uma cena que teve tanto de caricato e engraçado como de desagradável pois para o agarrar e impedir que caísse, levei com aquele bafo forte de bagaço de que o nosso tão querido povinho português é adepto.
Depois de passar o meu cartão de banda magnética (sim agora tenho um passe social) na maquineta, soltando esta um breve e quase inaudível "piiii", encostei-me à mesma esperando que o bêbedo encontrasse um lugar antes de qualquer outro para que o pior não viesse a acontecer e para eu próprio não ter de levar "again" com aquele bafum de bode.
O senhor lá se sentou, quase no fim do autocarro, voltado para trás e eu abstraí-me do coitado enquanto ele barafustava e pus-me a olhar para o fundo na esperança de ainda encontrar um lugar para mim.
Não é costume meu sentar-me nas últimas filas do autocarro, mas como estava cansado, resolvi ocupar um dos últimos lugares da carreira, o último do lado esquerdo (de quem está virado para a frente).
Ouvia no meu discman MC Xeg com uma música bem ordinária, ao melhor estilo do hip-hop português, chamada Suzana e carregava um livro (a minha companhia nas viagens de autocarro por essa Lisboa fora) que fazia tenções de abrir.
Ao instalar-me, antes de conseguir abrir o livro, olhei para o bêbado e depois em frente e o meu olhar colou...
À minha frente estava, com uma amiga, a miúda por quem me apaixonei...Melhor que amor à primeira vista, foi amor à primeira 58. O autocarro...
Fiquei tão chocado com a beleza dela que não mais consegui desviar os olhos, excepto quando esta me olhava directamente, pois encontrava-se dois lugares à frente virada para mim.
Era morena, metro e 60 (provavelmente), magra mas bem feitinha, olhos grandes cor de mar, dum azul tão vibrante como penetrante e um sorriso que deixaria qualquer homem derretido aos seus encantos. O conjunto era lindooooooo!
Parecia ter acabado de sair da ginástica, banho tomado, fita na cabeça e saco de desporto.
Conversava com a amiga num tom discreto e imperceptível (infelizmente) e não me cheguei a aperceber que nacionalidade era, pois por momentos vi-a sussurrar mexendo a boca para a amiga e consegui ler nos seus beiços shut-up, comentando o barulho que o bêbedo fazia aos altos berros num lugar ali ao lado.
Fiquei tão pasmado com a beleza dela que lhe tirei de "surra" umas fotografias com o telemóvel, mas com a trepidação do autocarro não ficaram muito boas para grande pena minha...
Senti-me um daqueles pervertidos que andam por ai nos transportes públicos a fazer este tipo de coisas e que depois vão para casa rebarbar, mas fiquei tão encantado que não consegui evitar.
Julgo que ela percebeu e num dos comentários que fez com a amiga reparei que olhavam para mim...calculei que falassem de mim pois a seguir esboçou um breve sorriso na minha direcção e foi ai que me caiu tudo!
Não sei se disse bem ou mal, se reparou mesmo em mim ou não (o mais provável é nem me ter visto com olhos de ver), mas aquele sorriso foi suficiente.
Ainda pensei em abordá-la, mas a vergonha primeiro, depois o seu ar inocente e a "magia" do sentimento que tive, fizeram com que não me aproximasse nem emitisse qualquer tipo de vibração sonora que pudesse estragar aquele momento de paixão.
Sai assim do autocarro na secreta esperança de a voltar a ver um dia num qualquer autocarro da Cidade de Lisboa, ainda me virando à passagem do mesmo e espreitando lá para dentro na também secreta esperança de um último olhar ou até mesmo um adeus da sua parte...
Foi a melhor viagem de autocarro que fiz em toda a minha vida, nunca pensei sair tão moralizado dum autocarro e tão apaixonado sem sequer conhecer a outra parte envolvida no assunto.
É engraçado, mas passei o dia a pensar nesta miúda a quem não posso chamar pelo nome e nem a idade sei e apesar desta longa história tocar/roçar o piroso, só rezo na esperança de a voltar a encontrar numa destas carreiras que separam a casa dos meus avós e o Chiado que era aquele lugar onde não costumava ir muito se não há noite e para os copos.
E pronto aqui fica o diário da minha foleira paixão na carreira 58...no dia 5 de Dezembro de 2005.

terça-feira, novembro 15, 2005

Somos amigos...

Os meus dois melhores amigos, são duas das coisas mais importantes para mim!
São duas pessoas diferentes e estão unidos a mim de igual modo, como o amor ao pai e à mãe que não dá para distinguir de qual se gosta mais. Formam comigo, cada um, uma aliança, uma aliança que durará para sempre, mesmo no caso duma separação fisica, temporal, geográfica ou até mesmo uma zanga!
São dois homens, unidos a mim cada um por um laço de uma relação meticulosa e misteriosa a que se chama, em linguagem comum, amizade.
Porque são diferentes de mim, completam-me! É isso que a amizade entre homens tem e que uma paixão, por mais ardente que seja, ou mesmo uma proposta, por mais milionária que seja, não consegue separar e isso é muito raro na vida!
Na nossa "aliança" de juventude, tudo o que me falta a mim, completa-se num deles e vice versa e é bom sentir essa segurança pois conseguimos viver muito mais tranquilamente sabendo que temos, eu em cada um, aquele porto seguro que me dá abrigo e me equilibra na vivência.
"Somos amigos e esta palavra tem um significado, cuja responsabilidade só os homens conhecem". (Sándor Márai)
Não somos companheiros, compadres ou camaradas. Somos amigos e não há nada nesta vida que possa compensar uma amizade como estas. É impossivel não sentir o toque silencioso desta amizade que me une a eles.
É uma amizade que nunca levará a uma quebra definitiva da mesma, pois por pior pecado que cometam contra mim, estarão sempre cá cravados com a tal marca, o tal toque da amizade. É o que se sente, um grande nó no coração ao ser traido por um amigo, só que esse nó, esse grande aperto não é raiva (pode até ser ao inicio) mas antes uma imensa tristeza por não conseguir deixar de se ser amigo e que ao longo do tempo se desvanece.
Obrigado Nuno e Pedro por serem tão fieis a esta amizade que sou eu, não sabem o quanto agradeço a Deus ter tido a oportunidade de vos "apanhar" no meu caminho, fico-vos eternamente grato por tudo o que dão por terem e dão por não terem!Somos amigos e adoro que me completem...Obrigado.
(Muito baseado no livro "As Velas Ardem Até Ao Fim" de Sandór Márai)

sexta-feira, novembro 04, 2005

A águia real


A Águia-real.

Um homem encontrou um ovo de águia.
Levou-o, e colocou-o no ninho de uma galinha, numa capoeira.
A águiazinha nasceu e foi criada com uma ninhada de pintos.
Durante toda a sua vida a águia fez o que faziam os pintos, pensando que era um pinto.
Escavava a terra em busca de grãos de milho e minhocas, picando e cacarejando.
Até sacudia as asas e voava apenas uns metros pelo ar, tal como os outros.
Afinal não é assim que voam as galinhas?
Passaram dois anos e a águia tornou-se mais velha.
Um dia avistou por cima dela, num céu límpido uma magnifica ave que flutuava elegante e majestosamente entre as correntes de ar, quase sem mover as suas poderosas asas douradas.
A velha águia olhava maravilhada para cima:
"Que é aquilo?" Perguntou a uma galinha que estava junto dela.
"É a águia, a rainha das aves", respondeu a galinha.
"Mas não penses nisso, tu e eu somos diferentes dela."
Assim a águia não voltou a pensar mais nisso.
E morreu pensando que era uma galinha de capoeira.
(Autor desconhecido)

terça-feira, outubro 25, 2005


Eu – O homem!
Bom mais uma vez fui em missão para Cabo Verde nos meses de Agosto e Setembro e melhor do que giro, posso dizer que o projecto foi bom! Só o percebi na readaptação por que passei ao chegar a Lisboa. A minha vida depois de umas semaninhas ainda a “voar” voltou quase ao normal, ainda muito desorganizada, mas quis deixar aqui uma foto e um comentário a todas as pessoas que comigo viveram esta espectacular experiência de vida.
Para elas, mais uma vez o meu muito obrigado! Estão todas no meu coração!

Inês – A melhor amiga!
Já o era mas esta amizade reforçou-se ainda mais!
Comovia-me, nos momentos em que nem ela sonhava que o estava a fazer, tanto no trabalho, onde foi exemplar, como na oração, como nas relações mantidas.
Uma companhia indispensável que Deus colocou no meu projecto de Verão deste ano. Foi quem mais me ajudou a superar os momentos menos bons ou de maior stress vivido em Cabo Verde. Boa ouvinte mas acima de tudo boa conselheira.
Uma amiga sempre atenta, entregue, com grande espírito de sacrifício e de absorção.Foi sem duvida outro exemplo mostrado, de calma, bom senso e oração. Sempre com Deus no coração. Obrigado!

Isabel – A mais divertida!
Sempre bem disposta, boa conversadora e boa animadora, muito aberta e sempre disponível.
Foi outra das grandes ajudas deste projecto. Cada sinal, cada gesto, cada festinha ou beijinho, me ajudaram a manter a Direcção!
Foi o meu “homem” de projecto. Foi com ela que desanuviei por algumas vezes cansaço acumulado. Sempre disposta a uma saída para bailar.
No trabalho, exemplar, tocou demais aquela gente!
Obrigado!

Sofia – A melhor irmãzinha!
A única também, porém uma óptima companhia!
Apesar de ela não se aperceber fartei-me de aprender com a sua entrega, tanto ao trabalho como ao cansaço.
Foi uma força familiar que me acompanhou nesta aventura cabo-verdiana.
Sempre disposta a um pezinho de dança. Óptima bailarina e com imensa facilidade para arranjar novas amizades. Muito disponível também. Já esperava um óptimo projecto seu, mas superou todas as expectativas.
Anda a aprender bem a lição em casa, posso dizê-lo…lol
Obrigado!

Leonor – Uma óptima líder!
Cheia de bom senso, amiga atenta que nunca tentou forçar nada, fazendo as coisas parecerem naturais.
Muito dada, fez sem dúvida o projecto que Deus tinha para ela, sempre com muita oração.
A trabalhar bem nos momentos sérios e nos menos sérios.
Sempre divertida e carinhosa, mesmo tendo sobre os seus ombros a responsabilidade do projecto, mas como se viu, com Deus tudo corre bem.
Foi a nossa mãe, um verdadeiro espectáculo!
Obrigado!

Joana Ramalho – A mais alegre/reivindicadora!
Com opinião formada para todos os assuntos (lol), foi outra das pessoas que marcou profundamente o meu projecto.
Em conversas que íamos tendo, fui aprendendo e mudando com ela algumas opiniões que julgava absolutas.
Sempre divertida, com grande espírito de sacrifício e com uma entrega brutal às pessoas com quem trabalhou.
Foi das que mais se deu à população!
Foi muitas vezes a alegria do meu projecto!
Obrigado!

Joana Leal – A mais Fashion!
Ao melhor estilo de José Castelo Branco, Lili Caneças ou de outra qualquer personagem do jet 7 português, sempre deslumbrante, mesmo quando impossível (lol)!
Custou a desligar-se da realidade que tinha deixado em Portugal, mas conseguiu fazê-lo e quando menos esperava percebeu que aquela experiência a iria marcar para o resto da sua vida!
Foi marcada e marcou mais do que imagina!
Exigi muito dela, mas julgo que, podendo parecer que não, isso também a ajudou a integrar-se mais ainda no projecto!
Ensinou-me que cada um tem um caminho diferente.
Obrigado!

Xica – A mais dada!
Foi sem duvida um exemplo de entrega àquela gente com quem contactou!
Sempre a querer tudo a correr bem, teve um papel preponderante pois foi uma das “antigas” que melhor acompanhou as “novas” e as ajudou a integrarem-se no projecto.
Sempre à procura da sua “identidade” em Deus, conseguiu descobrir novos horizontes. Agora resta trabalhá-los e escolher o certo.
Foi muito importante para mim a nível de oração. Um exemplo.
Obrigado!

Zôka – A mais marialva!
A princípio reticente quanto à realização do projecto e à sua missão/vocação para o mesmo, mostrou vontade e muita força para se integrar. Com grande espírito de sacrifício, conseguiu atingir esse objectivo a que se tinha proposto e assim viver o projecto, em toda a sua dimensão, com toda a sua grandiosidade!
Foi importantíssima no papel que teve junto das pessoas com quem esteve.
Adorou o grupo e percebeu que este foi fundamental para a realização do projecto e do fundo católico nele quase que imposto.
Obrigado!

Mariana – A mais empreendedora!
Não estivesse ela a estudar engenharia, foi uma das pessoas que mais queria ver os frutos do trabalho realizado. Cedo percebeu que nem em todos os locais onde trabalhou seria fácil de o verificar!
Foi uma peça importante pelo seu espírito voluntarioso e empreendedor, coisa que conseguiu implementar no grupo!
Uma força motora de trabalho e oração.
Obrigado!

Mãe – A maior força!
Foi sempre companhia.
Principalmente através do seu “título” de Mãe peregrina três vezes admirável de Schoenstatt.
Foi quem nos momentos de maior solidão me consolou e me deu aquele carinho que só uma mãe sabe dar!
Obrigado Mãe do céu!

Jesus – O Maior dos maiores!
Foi por Ele e com Ele que se realizou todo o projecto.
A Sua presença foi sentida do primeiro ao último dia.
Desde pegar ao colo nos momentos mais difíceis a ensinar que também a solidão é boa, foi o melhor dos melhores que retirei deste projecto e que espero continuar a retirar pela vida fora!
Não sei como exprimir a minha gratidão por tudo ter corrido tão bem, mas aqui fica o meu humilde Obrigado!


PROJECTO ASUL/CABO VERDE 2005
CASA DAS 10 MULHERES E DOS 2 HOMENS
"Todos somos políticos enquanto cidadãos; Enquanto católicos somos políticos duplamente"

Marcelo Rebelo de Sousa

segunda-feira, outubro 24, 2005

"Há almas fechadas como Calhaus"

Gostava de conseguir converter todos os meus amigos, para que pudessem viver da mesma alegria em Deus que eu vivo, mas é tão dificil...
Os piores muitas vezes, são aqueles que mesmo depois de terem experimentado essa alegria, se continuam a afastar gradualmente do conforto do Pai. Fazem no não por mal, espero eu, mas por falta de consciênca, infantilidade e perguiça.
Sei que cada um tem o seu caminho e que muitas vezes a vida nos prega rasteiras, mas espero nunca me afastar demasiado e chegar ao ponto em que estão esses amigos. Sim por que todos estamos sujeitos a uma "crise de fé".
Adoro todos os meus amigos e vou continuar, pacientemente, à espera que voltem a prestar atenção áquilo que Deus lhes diz, bem alto, mas que com tanto ruido cai no risco de passar despercebido...

Para o Pedro e para o Duarte..."Larga tudo e segue-me"

Um dia Jesus afirmará que a sua comida é fazer a vontade daquele que O enviou e terminar a Sua obra (Jo 4, 34). A vontade de Deus é, para Ele um alimento. Ele tem fome dessa vontade, como os famintos das bem-aventuranças.
Há um momento em que o peso desta vontade parece excessivo. É aquele em que Lhe dizem que, enquanto prega, estão ali sua mãe e seus parentes. E Ele, parecendo negar todo o parentesco humano, responde: Eis aqui a minha mãe e os meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão e minha irmã e minha mãe (Mc 3, 32). Este cumprimento é para Ele mais importante que os laços de sangue que O unem a sua mãe. E, ao dizê-lo, não recorre a nenhum símbolo ou frase bonita.

Comenta Guardidi:

A vontade do Pai é uma realidade. É uma torrente de vida que vem do Pai para Cristo. Uma corrente de sangue, de que Ele vive, mais profunda, mais real, mais fortemente que da corrente de sua mãe. A vontade do Pai é verdadeiramente o alimento de que Ele vive.

Porquê a escolha "daqueles" doze???


"Quando a nossa civilização quer catalogar uma biblioteca ou descobrir um sistema solar, ou alguma outra ninharia deste género, recorre aos especialistas. Mas quando deseja algo verdadeiramente sério reúne doze pessoas comuns que encontra à sua volta. Foi isto que fez, se bem me lembro, o fundador do cristianismo."
(Chesterson)
"O pescador, que vive grande parte dos seus dias na pura solidão das águas, é o homem que sabe esperar. É o homem paciente que não tem pressa, que lança a rede e confia em Deus. A água tem os seus caprichos, o lago as suas fantasias; os dias nunca são iguais. O pescador não sabe, ao sair, sevoltará com a barca cheia ou sem um peixe sequer para pôr nas brasas para o almoço. Coloca-se assim nas mãos do Senhor, que comanda a abundância e a carestia. Não deseja enriquecimentos imprevistos, contenta-se com poder trocar o fruto da sua pesca por um pouco de pão e vinho. E, puro de alma e corpo, lava as mãos na água e banha o seu espírito na solidão."
(Papini)

quinta-feira, outubro 20, 2005

Provocações...



Sporting Benfica - por um Marketeer
A provocação.

Sou viciado na minha profissão, o Marketing, e ao contrário da maioria não aprecio futebol. Mas à minha maneira dei por mim a pensar no fenómeno. Há dias, no Metro, vi um senhor com paralisia cerebral a coxear pelo cais fora, com a boca aberta e os olhos tortos, a mão suspensa junto ao peito e com um boné e uma t-shirt vermelha do benfica, que dizia "Ser do Benfica é ser Diferente!". O que é uma grande mentira! Pois é, o mau marketing é característico do Benfica. O Sporting tem mais classe, tem cartazes que dizem "o regresso dos indomáveis" ao melhor estilo de hollywood e provavelmente alusivo às dificuldades do Peseiro em controlar o balneário da equipa. O Benfica tem o Media Market e o Fernando Mendes. O sporting tem a Game Box. O Benfica o Kit Novo Sócio. A claque do Sporting chama-se Juve Leo, em latim erudito. A do Benfica chama-se NoNameBoys, o que é verdade, visto que a maior parte são ilegais ou marginais sem documentos. O único latim erudito que o Benfica tem está no logo (uma roda de bina com uma águia e muitas mais coisas) e num perfume que se chama "Unum"... O Sporting tem presidentes com curriculum, o Benfica tem presidentes com cadastro. O estádio do Sporting é uma obra do pós-modernismo, uma obra de autor. O do Benfica é uma 'cesta' vermelha grande que baste para acomodar o numeroso povão. O ídolo do Sporting chama-se Sá Pinto. O do Benfica chama-se Mantorras. Os adeptos do Sporting pronunciam esMãn-tora logo seguido de uma gargalhadinha amarga. Os Benfiquistas pronunciam "VaiMantooooôrrasVAIVAI!VAICARALHO! AHhhFOda-se". Os cânticos do Sporting são coisas em francês, cheias de allez, como "Todo o estádio a cantar, todo estádio a dançar, lá lá lá lá lá allez Sporting allez, allez Sporting Allez, só eu sei, porque não fico em casa..." Os do Benfica são "S.L.Bêeee. S.L.Bêeee S.L.B. S.L.B. S.L.B. Golrioso S.L.Bêee Glorioooso SLBêee" ou então "BENFICA *tum tum tumtum* BENFICA *tum tum tum Tum* BENFICA" Conclusão: A comunicação do Sporting é muito superior ao produto ! No Benfica a comunicação é muito fraca, mas suficiente para o segmento-alvo!
Um Marketeer



Queria só deixar este texto que achei bastante engraçado, não é meu, nunca poderia ser, pois nunca deixaria o grande Sporting tão mal realçado, mas enfim...aqui está.

VOCAÇÕES...

Pedro em cima Duarte em baixo (é o branco)!!!



Tenho um amigo que está no seminário, em busca daquela que julga ser a sua vocação!
O mais engraçado é que tenho outro amigo, que também está, desta feita no noviciado, em busca daquela julga ser a sua vocação!
É uma sensação indescritivel ouvirmos de um amigo uma noticia destas. E mais é impressionante ver como Deus chama de maneira diferente a cada um. Quando me contaram senti um misto de felicidade e ciúme. Aconteceu com os dois e em alturas diferentes, mas apesar de ter ficado muito mais feliz que "enciúmado", porque sempre quis ter um amigo Padre da minha idade, foi um sentimento que por leve que tenha sido me deixou a pensar. É óptimo que tenham sentido o chamamento e que se tenham apercebido disso, mas eu vou ficar sem eles!!!
Conheci os dois na ASUL-Associação de Acção Social da Universidade Lusiada e posso dizer que foram duas das pessoas que mais me marcaram durante a minha passagem por esta associação.
Tenho tido desde que "entraram" imensas saudades deles, mas sei que é puro egoismo da minha parte e que quando sairem vou ter todo o tempo do mundo para estar, falar e aprender com eles.
O Duarte, que está a estudar para Padre Diocesano, conheci-o há apenas dois anos se não me engano e é uma pessoa envergonhada, timida até, mas super divertida, pilhas de graça e com um carácter forte e bem marcado. À parte de ser o maior snob sem papas na lingua que conheço (da boca para fora claro), é uma pessoa com um coração gigante, cheio de tempo para os amigos (o que por agora está dificil) e com um nivel de espiritualidade muito à frente.
Fez um projecto de voluntariado com a minha irmã no Verão de 2004 e foi da direcção da ASUL este ano o que me aproximou imenso dele. Ficámos grandes amigos.
Foi uma pessoa que, por estranho que lhe possa parecer, me ajudou imenso a preparar o projecto que fiz este Verão em Cabo Verde durante os meses de Agosto e Setembro. Desde as missas na católica, àquela conversa rápida e fácil, em tudo deu exemplo!
O Pedro, que está a estudar para Padre Jesuita, conheço-o há cerca de 4 anos, é já um grande amigo, fez um projecto de voluntariado comigo há dois anos (2003) e foi o meu amigão durante essa estadia. Desde ai que me dá chapadões de exemplo vivo, de força e de Fé...
É do mais divertido que há, sempre bem disposto com um sorriso na cara (o que às vezes até farta,hehe), sempre na palhaçada, mas também ele com um forte nivel espiritual.
Tenho rezado muito pelos dois, sei que estão a passar as maiores provações da vida desde que entraram cada um em seu sitio, mas tem que ser meus amigos, muito pequenos no principio para que saiam grandes em Jesus.
Estes dois exemplos são para mim duas forças que me ajudam a viver melhor o dia a dia.
A falta que sentem das familias, dos amigos ou das "distrações" cá de fora, são a massa com fermento que, postas no Forno, os fará crescer para ficarem bons pães e que ao sairem possam ser distribuidos por aqueles que de Deus mais necessitam!
Crescam no Forno que é Deus e que vos acolhe de forma carinhosa, dando aquele calor que voçes mais precisam, mas voltem depressa, estou cheio de saudades.
Já só faltam 8anos a um e 13 ao outro...força!!!
Quero escrever e não consigoooo!!!

terça-feira, julho 19, 2005

Marquês de Pombal em 1930???



Quem dera que ainda hoje fosse assim...

Grande grande som...


Favela Chic, aqui está mais um belissimo som, com o melhor do funk, bossa nova e musica preta brasileira. Ao jeito do forró e pagodeira...
Com muitos artistas convidados, é daqueles sons a não perder, muito divertido e muito crítico ao mesmo tempo...
Uma verdadeira surpresa!
Espero que gostem tanto como eu gostei...

segunda-feira, julho 18, 2005

Almada, estás enganado filho...1


Quando nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas; só faltava uma coisa: salvar a humanidade (Almada Negreiros).

O poema de Almada Negreiros, pode-se considerar, apesar de antigo, bastante actual, contudo na minha humilde opinião discordo do mesmo.Por um lado é certo que a humanidade cada vez mais se "afunda" em consumismo, egoismo, indiferença, etc. muito por causa da estratificação e massificação ideológica a que estamos sujeitos nos dias de hoje.Mas a meu ver não é de frases que a sociedade necessita para se salvar.Tentando ser coerente e tentando mostrar carácter , não posso comentar este excerto sem referir aquela que para mim é A Verdade absoluta.Como Católico Apostólico Romano, acredito piamente que A Salvação já nos foi dada a conheçer, já nos foi dada propriamente dita, na hora em que Jesus, pregado na cruz expira, "ressuscitando ao 3º dia conforme as escrituras..."Quando me perguntam se acredito em Deus, respondo que não acredito. Eu sei!!!É para mim uma Verdade "mensurável" no sentido das experiências vividas, logo não a posso ignorar, logo não posso estar 100% de acordo com o autor.

Almada, estás enganado filho...2

Há sistemas para todas as coisas que nos ajudam a saber amar. Só não há sistemas para saber amar (Almada Negreiros).

Relativamente a este verso, também discordo no sentido em que acredito que a Igreja, Corpo de Cristo ou seja nós mesmos, é o tal sistema que me ajuda a saber amar, mas que neste caso sabe e Ama.
O autor na minha interpretação, julga que não existe um caminho directo para o Amor.
Para mim há! É a Igreja Católica Apostólica Romana.
Foi Jesus que na última ceia e no Pentecostes a instituiu, enviando os apóstolos pelo Espirito e continuando-o, pelos séculos dos séculos, até hoje.
E mais, não há forma mais directa de chegar ao Amor que a Eucaristia diária. Ai está o Amor, de Alguém que, de tão grande, se fez tão pequeno.
Compreendi isto quando começei a ir diáriamente ao Seu encontro na Santa Missa , a St. Isabel às 19h30 ou à Universidade Católica com o Pe. Hugo ao meio dia.
Compreendo que a humanidade tenha dificuldade em acreditar Nisto, pois "...é maior a distância que nos separa de Deus, que a que nos separa de um cão..." (João César das Neves).
Para mim trata-se de um acto de fé. Eu acredito, eu sei!
É por estas razões que não consigo concordar com o autor, apesar de compreender o sentido com que escreve.
Não querendo forçar ninguém, pois acredito que cada um tem o seu "caminho", é isto que tento passar e é isto que tento defender "com unhas e dentes", lembrando-me sempre que a minha liberdade, que é enorme, acaba onde começa a do outro/próximo.

quinta-feira, julho 14, 2005

Xavier Rudd, uma bela surpresa das Austrálias....Solace


Grande cd este que conheci dois dias atrás!
Vale a pena para quem gosta do género "surf music", com sons muito tribais e uma batida animada! Vão conhecer...

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer"
.
A Análise do poema de uma aluna de 16 anos da Escola C+S da Rinchoa foi aseguinte:
.
Ah Camões,
Se vivesses hoje em dia,
Tomavas uns anti-piréticos,
Uns quantos analgésicos,
E Xanax ou Prozac para a depressão,
Compravas um computador,
Consultavas a página do Murcon,
E descobririas,
Que essas dores que sentias,
Esses calores que te abrasavam,
Essas mudanças de humor repentinas,
Esses desatinos sem nexo,
Não eram feridas de amor,
Mas somente falta de sexo.

terça-feira, julho 12, 2005

Falta de humildade...

Se há coisa que me irrita é ver a falsa humildade das pessoas. Pior ainda ver isso nos meus amigos!
Humildade é saber assumir com "verdadeira verdade" as coisas que sabemos ou não fazer!
Por exemplo, o Cristiano Ronaldo!!!Será que este craque do futebol mundial é humilde? Acho que não! Se lhe perguntam qualquer coisa sobre uma qualquer boa exibição sua, responde que não fez nada demais, apenas trabalha para ajudar a equipa a ultrapassar as dificuldades que se vão apresentando, etc, etc.
Mesmo quando é fundamental para um jogo em que a equipa não corresponde e só ele marca diferença relativamente à sua atitude em campo, realizando "o jogo da vida", ele responde exactamente o mesmo (fazendo parecer decorado).
Falo deste como poderia falar de outro qualquer jogador, mas a realidade é que não percebo porque é que não se assume aquilo em que se é bom?! Isso é humildade também! Agradece-se e diz-se que sim, sem começar está claro com grandes elogios egocentricos, como faz Mourinho. Esse exagera!
Mas no fundo José Mourinho acha que é sem duvida o todo poderoso do futebol, ele não faz por mal, mas um determinado conjunto de situações, campeonatos e prémios, fizeram com que ele começasse a acreditar verdadeiramente que é "indestrutivel".
Humildade é dizerem-me és bom a fazer isto ou aquilo e eu dizer que sim, sou mesmo, obrigado.
Ou dizerem fizeste mal isto ou aquilo e nós respondermos, se for caso, que fizemos o melhor que pudémos, mas realmente não foi suficiente!
Trata-se de assumir!
O problema é que tenho amigos dos dois géneros (Cristiano Ronaldo e José Mourinho).
Uns, "os Cristianos Ronaldos", sendo bons nalguma actividade, disciplina, ou outra coisa qualquer, mostram-se uns coitadinhos e não conseguem assumir que se dão bem nesse campo por julgarem vir a fazer figura de convencidos.
Os outros, "os Josés Mourinhos", acham-se indestrutiveis e completissimos nuns campos quando ainda têm muito que aprender, fazendo a figura (triste) de arrogantes quando às vezes nem o são. Acham-se bons demais para coisas mais pequenas, por julgarem ter atingido um patamar que na realidade ainda não atingiram mesmo.
Qual era o mal do Mourinho vir treinar o Guimarães ou o Setúbal, ou mesmo o Leixões se tivesse a familia a morrer à fome???Nenhum!!!É ai que quero chegar!
Pois, mas tenho amigos que por orgulho não fazem coisas que julgam "mais pequenas" ou menos prestigiantes.
Não sei se me estou a fazer entender, mas é uma coisa que me custa imenso ver nos meus amigos.
Por isso, e apesar de todos saberem como sou, resolvi escrever algumas linhas sobre este tema.
Acho que uma coisa boa em mim, pode ser isso mesmo, perceber no que sou bom e no que sou mau (não desistindo nunca) e assumi-lo sem vergonhas ou falsas modéstias.
Para quem não me conhece, por vezes, faço-me parecer o gajo mais convencido do mundo, mas no fundo sei muito bem "assumir" as coisas boas ou más e esforço-me por tentar ser humilde. Quando alguém que julga conhecer-me bem, me diz que sou convencido, vejo que na realidade ainda não me conhece. Muito do que digo é da boca para fora, mas o verdadeiro "eu" está cá dentro. Eu tenho também que pôr em prática todos estes comentários que fiz nestas linhas, mas conseguir ver isso nos outros é já uma ajuda para o reconhecer em mim e trabalhá-lo.